Este ano [...]


Última semana do ano e senti-me um pouco obrigada a dar as caras por aqui. Talvez postar algum das dezenas de textos que já se encontram feitos ou criar algo novo e especial... Mas desta vez quero fazer diferente! Não criei o blog com o objetivo de transpassar aos possíveis leitores minha vida ou meus pensamentos, não de forma direta ao menos. O criei para mostrar aquilo que escrevo e que tinha medo que nunca fosse lido. Mas, dessa vez, neste fim de ano, quero falar de mim!

Falar do ano repleto de mudanças, em que conheci partes do meu ser com o qual nunca havia entrado em contato. Um ano que vivenciei novas experiências. Onde senti vergonha, senti medo, alegria, prazer. Um ano como todos os outros, em que revi conceitos e aprendi – ou não – com meus erros.

Essa etapa que me ensinou a realmente enxergar e não somente observar. Enxergar as pessoas, seus desejos e seus medos. Enxergar os meus medos, para então confrontá-los. Etapa em que decepcionei a muitos e muito, mas que também preenchi de orgulho alguns aptos a oferecer uma segunda chance. Um ano em que expandi minha mente, dando abertura a idéias e conceitos novos, que mudaram minha forma de interagir com o mundo e com aqueles que o habitam. Ano em que me tornei mais tolerante, porem menos ingênua, menos inocente, perdendo a visão infantilizada que tinha. Um ano em que tive medo de crescer, medo de assumir o papel de adulta e ter de acreditar naquilo que os outros adultos acreditavam. Existe uma briga de cães ferozes lá fora e, você será jogado para o meio dela, sem escapatória!

Uma etapa em que conheci a muitos, me aproximei de muitos. Esses que tão rápido quanto surgiram, desapareceram. Ano em que sorri. Deus, como sorri! Contei piadas idiotas e ri de outras piores. Mas também chorei escondida sem que soubessem. Amparei ombros cansados, e dei o meu máximo para que se fortalecessem por mais uma vez, esperando que um dia fossem capazes de fazer o mesmo por mim. Um ano em que senti ódio, que caluniei e que disse o que não devia. Um ano que calei quando queria falar e falei quando deveria calar. Não tive medo de repreensões, muito menos das opiniões alheias. Onde aprendi a ter orgulho de quem sou, e caso alguém não gostasse que fosse obrigado a me engolir feito pedra por sua garganta.

Ano que passou velozmente arrastando a saudade com ele. Saudade que não me deixa esquecer e que me motiva a escrever. Saudade que sentirei quando ler este texto daqui a anos e não me lembrar de tudo que gostaria, perdendo alguns momentos pelo tempo.

Quis falar de mim, pois não sou mais a mesma, meus textos não serão mais os mesmo, nem você será mais o mesmo. Porém não devemos sentir saudade de quem fomos. Na última semana do ano que vem, não serei mais a mesma. Sentir saudade seria uma perda de tempo e o tempo, passou velozmente!

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Um ótimo fim de ano a todos e um 2011 sem igual ;D

Bjooo's

Quanto custa a nostalgia!


Existem certos momentos de nostalgia. Onde você para e somente pensa, ou quem sabe observa, ouvi. Sua mente divaga, te levando a momentos passados sem o poder de uma maquina do tempo. E lá você observa tudo com novos olhos, novas criticas e com o surgimento da nova saudade. Lá você observa os movimentos de alguém que já se foi talvez do mundo, talvez e somente talvez, da sua vida. Sorri do tombo onde antes havia derramado lagrimas, derrama lágrimas por sobre o sorriso que antes havia dado. Deseja os braços que rejeitou, rejeita os braços que já amou. Lá suas bochechas coraram por timidez, hoje coram por raiva. Aquela pele era macia e deslizava por seus dígitos. Aquela pele é seca e as feridas doem.

Lá você não media as palavras, não media os atos, não se media. Hoje você não mede, os outros medem por você! Medem o que diz, medem o que faz e medem o que és. Não pensava no futuro, tinha medo do passado e vivia intensamente o presente. Lá você achava que era dono do mundo, que ele não dava voltas e que nunca, jamais seria justo. O se era somente uma silaba, não definiria suas orações. Lá você não sentia nostalgia e lá, você não tinha um passado pelo qual pagar.

~


Texto que fiz ontem. Talvez em meio a um momento de nostalgia. o/

Bullying



O despertar era sempre angustiante. Enrolava sob os lençóis. O banho era longo, o café da manhã indigerível. Dentro do carro sonhava com uma meia volta a sua cama, aos lençóis macios e receptivos.


Quando sentia os pneus parando de girar o corpo se colocava para fora em um impulso, a mochila pesando em suas costas e o peso frio se instalando em seu estomago novamente. As mesmas dúvidas carentes por mais uma vez, o peso se remexendo desde quando os pés tocaram o chão e passaram a se mover.

Escutava os comprimentos, via os sorrisos nas caras de sono, sentia o calor a sua volta, mas nada para ela. A sala era tão grande e, sua carteira tão distante!

A porta se fechava, mais uma vez era ela contra eles. Tentava não demonstrar a apreensão de estar em desvantagem, o desgosto ao ver as carteiras vazias a sua volta, o amargo do peso gélido que não desapareceria por longas cinco horas.


Escutava o desdenho, via o escárnio, sentia a solidão, e era tudo para ela. Os ponteiros se tornavam tão lentos!


O intervalo tido como momento de descontração, era o pior. Sem aonde ir e muito menos com quem ir. Sentar, andar, por favor, arranjar algo para fazer. E então voltar a sala, agora tão pequena que todos podiam vê-la retornando sozinha e mais cabisbaixa ao seu lugar. A porta se fechava, e o alivio se aproximava. Estava acabando! Os ponteiros ainda eram lentos, mas estava acabando, faltava pouco, muito pouco.

Quando o sinal tocava era como se música soasse. O material guardado em segundos, uma das primeiras a passar pela porta. A entrar no carro. A partir.

Com o carro em movimento o alivio sumia. O retorno do desgosto e o acelerar dos ponteiros. Quando o sol se pusesse a angustia retornaria com a obviedade de uma nova manhã, com a iminência de um novo despertar, com a incerteza de um novo dia escolar.



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Texto antigo, que fiz logo após presenciar uma cena de Bullying em minha sala de aula. Não fiquei satisfeita com o resultado, mas não o refiz por saber que escrevi com sentimentos que não estariam presentes ao reescrevê-lo ;D
Eleições chegando! Já decidiram em quem votar ?

Incomparência




Sinto falta dos olhares lascivos. Dos beijos convidativos. Dos sonhos esquecidos. Sinto falta das tardes ensolaradas. Das mãos molhadas. Das orelhas rasgadas. Saudade da sua pinta brilhante. Do seu jeito distante. Seu perfume delirante. Saudades do elogio eloqüente. Da conversa convincente. Dos abraços ardentes. Privada da sua companhia, da sua presença, sua decadência. Carente do seu perfil problemático. Do jeito apático, mas comigo preocupado. Carente dos seus tapas. Dos seus cigarros e garrafas. Sinto falta do seu andar cansado. Do celular ligado. Do nosso fundo amarelado. Sinto falta dos óculos que usava. Da música que abusava. Do homem que me falava. Sinto falta das indiretas. Das cobiças sempre certas. Minhas vontades encobertas. Sinto falta do seu passado. Do cabelo desordenado. Do meu apetite saciado. Do medo de te ver. Da vontade de crescer. Do tempo que sonhava em te ter.


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Desculpe pela falta de atualizações, mas é que fiquei sem o meu computador principal durante um bom tempo, e nele se encontram os meus textos. Aleluia senhor, ele está de volta XD Por favor, deseje boas férias a mim HAUAH ! (Y) E é, esse texto não tem nada a ver comigo oO

Semelhança Política




Na última postagem disse que o assunto abordado nesta, seria política. Sorte que não especifiquei! No dicionário temos como uma das definições de política: “Arte de regular as relações de um Estado com os outros Estados.” No sentido literal sua compreensão é simples, no figurado podemos divagar um pouco – chamando de Estado, uma pessoa.


Ao decorrer de nossos dias e das diversas experiências que agregamos a nossa história, agregam-se também novos contatos, novas pessoas, novas amizades. Os mesmos se vão com a mesma facilidade que veem, deixando marcas por vezes inesperadas – boas e/ou ruins. Alguns não desprendem os pés e simplesmente ficam, não cogitando o adeus, já outros contam os segundos no relógio para saírem correndo sem olharem para trás.


E em meio a esse vai e vem de experiências e pessoas, existe a política. “A arte de regular as relações de uma Pessoa com outras Pessoas”. A política da boa vizinhança!


Existem Estados aliados, que trocam informações, elogios. Que auxiliam nas adversidades, até mesmo as financeiras. Criam pontes solidas de concreto entre um e outro, circulando livremente por elas. Mas há também os Estados inimigos, que se caluniam publicamente, discutem, abalam os negócios do outro, se privam da comunicação e da troca de experiências.


Por vezes, Estados aliados rompem os laços e entram em guerra – literais ou não. Quebram as alianças, dão fim às pontes e tornam-se inimigos. Da mesma forma que inimigos vez ou outra se tornam aliados, por simples conveniência ou então pela descoberta de alguma afinidade.


Existem Estados “amigos” de todos. Que aplicam a “política da boa vizinhança” com maestria. São perspicazes e prestativos, simpáticos e flexíveis. Mantém-se longe das intrigas e circuitos de informações, abstendo-se frente ao confronto de dois ou mais aliados. E aí, quando à primeira bomba explode, são postos normalmente como traidores, confusos e cagüetas – o que em maioria não são.


E também existem os “inimigos” de todos. Altivos e egocêntricos, centrados em seu próprio bem estar. Aliam-se por conveniência, difamam por conveniência e traem premeditadamente. Adoram intrigas e uma boa batalha, que por vezes lutam e por vezes apenas observam o “incêndio no circo”. Normalmente não são postos como inimigos quando merecem e sim, aliados.


...


Estados e suas políticas variam. Pessoas e suas relações variam. O interessante é apenas a facilidade de relacioná-los e, suas semelhanças. O angustiante é que Estados e Política não mudam e nem se vão, mesmo que escancaremos as portas.

Talvez eu vote nessas eleições...




Apesar de doente, o meu cérebro ainda funciona -q XD '

E uma obs.: Votem !





Meu Anti-Herói ?



Quando notei você já havia partido. Minhas preocupações fúteis não me permitiram notar o silêncio que se instalou, e menos ainda o frio da pele sem seus braços a minha volta. Não notei, simples assim! O que me fez parar e refletir sobre sua presença surpreendentemente dispensável.


Os abraços eram aconchegantes, a voz musical – tilintando por alguns segundos mesmo após seus lábios se fecharem –, os olhares me reverenciavam. E esses foram seus erros! Não queria um cobertor, um rádio ou um cãozinho. Queria um homem que me acolhesse e não simplesmente me aconchegasse – outras pessoas fariam isso melhor –, não queria uma voz melodiosa, somente uma inesquecível que fosse identificada por meus ouvidos a incríveis distancias; aguda ou grossa não importava, se fosse a sua voz. Nunca quis olhares de veneração, quis apenas o significante respeito. Nunca quis um amor de novela, ou o galã dos seriados. Somente desejei você por inteiro. A sua realidade, o seu eu. Um homem incompleto, cheio de defeitos, um anti-herói nas horas vagas.


Quando notei que você partiu, não chorei. Sorri, sim! Ao perceber que meus braços estavam vagos para o homem incompleto de única importante virtude – a virtude de me amar.


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Provas, estudos e mais estudos. É nessas horas que eu redescubro a delicia de escrever 8P

Na próxima vem algo sobre política. Em homenagem ao meu recém tirado Título XD

Sinônimos .



Dizer o que não é verdade; Enganar; Faltar; Falhar. De acordo com o dicionário algumas das possíveis definições para, Mentir. Gosto das definições dadas por esse amontoado de palavras. São claras (por vezes) e diretas. Se todos andassem com um pequeno exemplar escondido em seus bolsos, creio que alguns atos, seriam evitados. Ou ao menos, pensaríamos duas vezes antes de proferir uma mentira por mais justificável que seja.

De acordo com o dicionário – ao mentir – estamos faltando com a verdade, a ocultando, modificando-a. Indo contra fatos e a realidade. Estamos enganando, cuspindo palavras cobertas de hipocrisia, passando por cima da moral do outro – crendo que o mesmo não possui discernimento suficiente para a dúvida –, iludindo-o e mostrando a ele uma falsa face. Estamos – infelizmente – falhando. Com si próprio, com o outro, com sua consciência. Falhando com a sociedade, falhando com quem crê ser sua “Entidade Superior”. E o homem... odeia falhar. Oh, como odeia! Mas mentir... não.

Criamos desculpas ou as adaptamos para fazê-lo. Mentimos por amor, por pena, por medo, por ser necessário. Mentimos porque o mundo de hoje nos obriga a isso. Nossa vida selvagem e repetitiva nos ensina a enganar para crescer. Andar sem observar em cima de quem se está pisando. Denegrindo e crescendo. Não sou contra a mentira. Não ligo se deverei mentir, ou se outros já usaram desse subterfúgio contra mim. A mentira... é necessária. E seremos gratos quando chegarmos ao topo e, falharmos! Não esqueça as definições do pobre dicionário... Certas vezes elas são premonitórias. Apenas, um aviso.


Só resta uma pequena dúvida: Minhas palavras são ou não mentiras?


Felíz Páscoa, um pouco atrasado ! hehe

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