Quando notei você já havia partido. Minhas preocupações fúteis não me permitiram notar o silêncio que se instalou, e menos ainda o frio da pele sem seus braços a minha volta. Não notei, simples assim! O que me fez parar e refletir sobre sua presença surpreendentemente dispensável.
Os abraços eram aconchegantes, a voz musical – tilintando por alguns segundos mesmo após seus lábios se fecharem –, os olhares me reverenciavam. E esses foram seus erros! Não queria um cobertor, um rádio ou um cãozinho. Queria um homem que me acolhesse e não simplesmente me aconchegasse – outras pessoas fariam isso melhor –, não queria uma voz melodiosa, somente uma inesquecível que fosse identificada por meus ouvidos a incríveis distancias; aguda ou grossa não importava, se fosse a sua voz. Nunca quis olhares de veneração, quis apenas o significante respeito. Nunca quis um amor de novela, ou o galã dos seriados. Somente desejei você por inteiro. A sua realidade, o seu eu. Um homem incompleto, cheio de defeitos, um anti-herói nas horas vagas.
Quando notei que você partiu, não chorei. Sorri, sim! Ao perceber que meus braços estavam vagos para o homem incompleto de única importante virtude – a virtude de me amar.
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Provas, estudos e mais estudos. É nessas horas que eu redescubro a delicia de escrever 8P
Na próxima vem algo sobre política. Em homenagem ao meu recém tirado Título XD

